
É no lar que a vida nos convida a começar.
O núcleo familiar é o primeiro campo de aprendizado, onde o amor se ensaia, os afetos se testam e as diferenças se revelam. Ao redor da mesa seja no café apressedo, no almoço barulhento ou no jantar silencioso, aprendemos aos poucos, a ouvir, ceder, compreender e recomeçar.
Assim como numa betoneira que mistura pedregulhos e porcas, a convivência famílias nos coloca lado a lado com temperamentos distintos. No atrito diário, burilamos nossas arestas, desenvolvemos paciência, tolerância e perdão. Ninguém esta junto por acaso. No capítulo IV de O Evangelho Segundo o Espiritismo, aprendemos que os laços espirituais precedem os laços sanguíneos, e que os encontros familiares são, muitas vezes, reencontros: Os verdadeiros laços de família não são os do sangue, e sim os da simpatia e da comunhão de idéias.
Mesmo em lares marcados pela dor ou pela disfunção, há espaço para o recomeço. Jesus não prometeu famílias perfeitas. Ele nos ofereceu o amor como caminho. Restaurar os vínculos é possível quando convidamos o Cristo a habitar conosco. E um dos meios mais eficazes de abrir essa porta é a pratica do Evangelho no Lar. Pequeno gesto, grande força, onde a oração, há harmonia, há elo, há luz.
A vida familiar é um canteiro de obras onde cada alma é pedra viva em reforma. Não estamos juntos para nos punir, mas para crescer. Quando mudamos a lente com que olhamos para o outro e para nós mesmos, percebemos a grande oportunidade que a convivência nos oferece diariamente. Esse é o convite, deixar o Mestre Jesus estar presente e transformar nosso lar em escola de amor e templo de paz!